22Feb06
A história da Katilce com certeza foi um marco no Orkut. Um marco na era da informação disseminada, onde todos são fontes e não apenas receptores. Qualquer um cria conteúdo na internet, seja num blog, num fórum ou em qualquer site de relacionamento. Mas o que eu acho engraçado é essa história de “respeitar a privacidade”. Como se os humanos fossem seres muito bons e íntegros… Se é fato que a liberdade de publicação aumentou, é fato também que a exposição pessoal aumentou. A velha premissa de: no pain, no gain. Toda essa glória da disseminação de conteúdo é super bem-vista, “estamos na era de poder do consumidor” e da liberdade de expressão e tudo mais. Mas na hora que a “privacidade” (se é que podemos chamar assim) é invadida, ah, aí sim o poder é condenado. Enquanto esse boom não se ordenar e perder a graça de novidade, continuaremos com muitas Katilces e comunidades e links. Cada um que saiba discernir o que é desnecessário publicar sobre si mesmo.
Agora, cá entre nós: o nome dela foi extremamente importante para viralizar a história. Caraca, Katilce é nome?
22Feb06
Já vi o filme “Procurando Nemo” algumas vezes, mas todas em inglês. Navegando pelos mares internéticos, fui cair no site do filme, muito bem equiparado com os tradicionais “downloads” e “jogos”. Para a minha surpresa, a tartaruga australiana que em inglês fala “Hey dude”, em português fala “E aí, merrrrmão!”. Elas são cariocas. Quem diria… O resultado é, no mínimo, engraçado. O melhor é um joguinho do site no qual o Crush responde algumas perguntas:
P – Qual peixe dança melhor?
R – As enguias, irrrrrmão Elas são bombadas, tem que ver como brilham. Eletricidade pura…
P – O que rola entre você e os golfinhos?
R – A gente não rola. A gente enrola.
Tá bom, assim nem deve ter tanta graça. Mas pense nessas respostas com sotaque carioca, aquele de surfista-traficante-malandro. Pra terminar, na hora em que você passa o mouse sobre o “xizinho” para fechar a janela, ele diz:
Peraeeee… Vai se mandar, irrrrmão?
Sensacional.
*tive que republicar o post e os comentários para eles ficarem bonitinhos, ok?
15Feb06
Ontem na colação a Christina Carvalho Pinto, da Full Jazz, fez um belo discurso. Um discurso que falava sobre ética e sobre politicamente correto. Que falava que mexemos com coisas extremamente frágeis: o desejo e a imaginação. Que éramos apenas pontes, que levam algo a outro lugar. E que por isso, cabe a nós escolher como levaremos essas coisas.
Hoje, por uma brincadeira, resolvi explorar um pouco o mundo do Mr. Manson (calma Manson, muita calma nessa hora). Comecei a escutar a banda RAMMSTEIN. O RAMMSTEIN é uma banda original da Alemanha, formada em 1993. Se eu já acho as músicas do Manson pesadas, imagina só quando cantadas em alemão. Dá um medo… Mas enfim, resolvi ver o que elas significavam. E não é que me aparece o seguinte trecho, da música “Du riechst so gut”:
A Insanidade
É apenas uma estreita ponte
as extremidades são a razão e o desejo
Cada um tire suas próprias conclusões. Eu sou apenas uma ponte.
Sobre a banda? Gostei, mas ainda não consigo passar de 5 músicas. Depois disso, meu ouvido pede um pouco de cadência.
15Feb06
Ontem colei grau, por mais estranha que essa expressão possa ser. Com beca, chapéu, lágrimas e fotógrafos mal-humorados. Adereços a parte, eu considero que colei grau no meu carro. Na esquina da Bandeirantes com a Santo Amaro, por onde passo todo dia. Logo após ter saído do trabalho. E foi esse momento que fez cair a ficha: você se formou. A sensação de que eu estava indo direto do trabalho para a colação. A sensação de que estava com fome mas que não tinha dado tempo de comer. A sensação de estar constantemente ocupada, indo de um lugar ao outro. Isso sim é se formar e ver que a vida continua. Que você parou de fazer uma coisa formalmente (estudar), que na verdade você fez sem pausas desde que se conhece por gente. E que é agora a hora que você mais vai querer estudar. Porque vai sentir que isso faz falta, que você precisa de renovação para sentir-se vivo e atuante. E mais: sentir-se desafiado. Agora que um dos desafios se concretizou, que venham os outros. Ontem vi muita gente vencedora, muita gente perdedora e muita gente que eu só conheci ontem. Apesar de eles terem percorrido o mesmo caminho que eu, na sala ao lado. Vai saber por onde andaram. O fato é que também passaram por um desafio. Colaram grau, seja no palco, em casa, no cabeleireiro ou no carro.
Escrevi isso escutando enlouquecidamente a música Feelings, na versão do Offspring. Eu mesma não acredito em mim às vezes.
13Feb06
Por indicação do Brainstorm, visitei um site que arquiva imagens “bizarras” de propagandas antigas. Dá um medo… Imagine crianças diabólicas, morrendo de vontade de comer gororobas. Acho que é por isso que falam mal da publicidade. Imagina se meu filho ficar com essa cara para comer pão de fôrma. Nunca mais vou deixar ele exposto a qualquer comunicação mercadólogica…
12Feb06
Segunda à noite é dia de show do Nuno Mindelis. No Sesc Consolação, a partir das 20h00. Estão todos convidados para o acontecimento. E se você não tem idéia do motivo pelo qual eu vou ao show, veja aqui.
08Feb06
Cena: MaWá e Veri tomam sorvete próximas ao cinzeiro na entrada do prédio.
MaWá – Blá blá blá
Veri – Blá blá blá
MaWá – É que eu trabalho com um bando de homens…
(moçoilo modernoso se aproxima e escuta a frase)
Moçoilo – Sorte a sua!
(moçoilo sai caminhando – com ginga)
Hoje o dia está engraçado.
08Feb06
Saiu o resultado do Mackenzie e os insuportáveis já estão nas esquinas pedindo dinheiro.
Bicho – Tem um dinheirinho para me dar…
MaWá – Ah, não tenho…
Bicho – Pô tia…
MaWá – Tia o caralho.
Bicho – Hehehe, desculpa. Mocinha, me dá um dinheiro!
MaWá – Nem fudendo.
Acho que o boxe tem me feito muito bem.
07Feb06
Conversando com um querido fotógrafo, comecei a pensar na criatividade. Na capacidade que alguém tem de criar coisas novas. Isso é realmente possível? Consigo fazer algo que alguém jamais tenha feito? A conversa começou com os jargões da fotografia. Algumas imagens já estão tão viciadas que fugir delas parece ser inútil. Você vai tirar uma foto e alguém vai comentar: “Nossa, se achou o Sebastião Salgado!”. O que eu posso fazer se o cara criou uma estética da qual eu gosto e acabo fotografando semelhantemente? Calma, não digo que fotografo o mesmo que ele. Só disse que é praticamente impossível não ter nenhuma referência anterior ao seu trabalho. E às vezes você não precisa nem ser exposto ao outro para fazer o mesmo. Estive numa exposição da Claudia Andujar e as fotos dela eram extremamente parecidas com as minhas. Olha que isso nem foi um comentário meu.
Acho que nossa função atual é recriar sobre os jargões. Rejargar. É apresentar uma nova maneira de ver aquilo. Mesmo que ela lembre alguma coisa. Talvez a única coisa que possibilite algo realmente inédito é mesmo a tecnologia.
Obs: pode ser estranho, mas escrevi esse post sem a certeza total do argumento. Aberto a discussões…
07Feb06
Enviei uma foto que tirei esses dias para o site do Copo Vermelho. Esse site está espalhado por toda a cidade, com copos vermelhos grafitados e a seguinte frase: oquetemnocopovermelho.com.br
O lado interessante disso tudo é o da interatividade da arte. Podemos considerar isso como uma exposição pela cidade, assim como a Cow Parade, mas que chama o público para dar a sua própria versão. Exposições interativas estão por todos os lugares. Hoje em dia, as pessoas querem que todos os seus sentidos sejam explorados ao ver determinadas coisas, seja tocando na obra, fazendo parte dela ou simplesmente utilizando um guia eletrônico. O que interessa é agregar algo mais do que seus olhos podem ver.
Esse aí é o meu copo vermelho, com a seguinte descrição: No copo vermelho tem Iansã. Rainha dos raios, ventos e tempestades. Iansã é um Orixá feminino, enérgico, sensual e autoritário. A cor de Iansã? Vermelha.
O site é dividido em diversas áreas, como filmes, textos e fotografias. O mais engraçado é que meu copo com Iansã entrou em “Bizarro”. Só pode ser isso, porque uma mão com seis dedos na página não pode ser algo normal. Ou pode ser alguma referência à Cicarelli.
Publiquei meu copo também no meu flickr. O que tem no seu copo?