Keep walking
É claro que já fui ver “A Marcha dos Pingüins”. É inadmissível para alguém que pira vendo peixes entrando e saindo de anêmonas (na National Geographic) demorar muito para ver esse filme. Aliás, belo filme. Sabe aquela coisa que você vê e dá até uma certa inveja, uma coisa de “como eu queria ter feito isso”. Imagens deslumbrantes e uma trilha genial. Sim, alguns reclamaram do estilo de Emilie Simon e suas composições Bjorkianas, mas eu achei fantástico. Tenho que concordar que o filme não tem como ser agitadíssimo, mas a trilha caiu como uma luva e tirou o toque documentário que ele teria, mesmo sem agregá-lo um tom infantil (sabe como é, bichinhos bonitinhos e peludinhos e tal…). A história é linda e os pingüins são humanos em diversos aspectos. O primeiro deles é que, pelo menos através da visão romântica do filme, cada pingüim macho procura sua fêmea para ser feliz com ela e gerar o pingüinzinho. Desde já a sedução pelo par perfeito, pela tampa da panela. E a imagem jargão - dos pingüins quando abaixam a cabeça e é formado o desenho de um coração - induz ainda mais nosso repertório iconográfico a pensar em romance. Em segundo lugar, a existência de muito mais fêmeas do que machos lá no encontro de acasalamento (hummm, isso me lembra… uma balada?). Pois é, nem para as fêmeas pingüins isso é fácil. Em terceiro, o fato de os machos serem desajeitados, quando a fêmea precisa passar o ovo para ele aquecer e nem isso ele consegue fazer. Parece que ele passou a vida inteira vendo futebol na sala e é incapaz de fritar um ovo. Ou, nesse caso, cuidar do ovo. Enfim, semelhanças a parte, a riqueza de imagens do filme é algo memorável. É o macro do macro do macro, se é que você me entende. E conseguem entrar na intimidade dos pingüins e conservar suas espontaneidade (quer dizer, me pareceu espontâneo, apesar de os movimentos serem tão perfeitos a ponto de eu achar que os pingüins foram contratados). Se é que eu posso reclamar de algo, senti falta de dados “de documentário”, como quantos pingüins marcham para lá, quantos sobram, o que acontece com as fêmeas que ficam para titia e tal. Mas tudo bem. Só porque ele quis dar uma cara diferente e romântica ao filme. Não vai demorar muito para surgir na National Geographic um documentário sobre estes mesmos pingüins, ou até mesmo o making of do filme, que deve ser muito interessante…




Ae Cacho!!
Senti um feminismo neste texto. Acho que foi influência da discussão by email que teve hoje aqui na agência.
Aliás, “alguém que pira vendo peixes entrando e saindo de anêmonas”, tive uma premiere desta frase aqui ontem no carro..hehe
O texto ficou bem bacana e seu blog tá cada dia melhor!!
A foto é sua?
beijão
Não, a foto não é minha… Os pinguins que fotografei não são dessa espécie, são pinguins de magalhães. Vou colocar uma foto deles por aqui.
Adorei o post, Marinex. Embora ache que não irei gostar, vou pagar para ver.
Perguntas: pinguim é ave? o sr pinguim tem pipi?
Esse filme é bom demais, mesmo.
Beijos!
Eu também pirei na trilha sonora! Preciso muito achar pra comprar… ou baixar, o que seria mais provável!