Keep walking

19Jan06

É claro que já fui ver “A Marcha dos Pingüins”. É inadmissível para alguém que pira vendo peixes entrando e saindo de anêmonas (na National Geographic) demorar muito para ver esse filme. Aliás, belo filme. Sabe aquela coisa que você vê e dá até uma certa inveja, uma coisa de “como eu queria ter feito isso”. Imagens deslumbrantes e uma trilha genial. Sim, alguns reclamaram do estilo de Emilie Simon e suas composições Bjorkianas, mas eu achei fantástico. Tenho que concordar que o filme não tem como ser agitadíssimo, mas a trilha caiu como uma luva e tirou o toque documentário que ele teria, mesmo sem agregá-lo um tom infantil (sabe como é, bichinhos bonitinhos e peludinhos e tal…). A história é linda e os pingüins são humanos em diversos aspectos. O primeiro deles é que, pelo menos através da visão romântica do filme, cada pingüim macho procura sua fêmea para ser feliz com ela e gerar o pingüinzinho. Desde já a sedução pelo par perfeito, pela tampa da panela. E a imagem jargão - dos pingüins quando abaixam a cabeça e é formado o desenho de um coração - induz ainda mais nosso repertório iconográfico a pensar em romance. Em segundo lugar, a existência de muito mais fêmeas do que machos lá no encontro de acasalamento (hummm, isso me lembra… uma balada?). Pois é, nem para as fêmeas pingüins isso é fácil. Em terceiro, o fato de os machos serem desajeitados, quando a fêmea precisa passar o ovo para ele aquecer e nem isso ele consegue fazer. Parece que ele passou a vida inteira vendo futebol na sala e é incapaz de fritar um ovo. Ou, nesse caso, cuidar do ovo. Enfim, semelhanças a parte, a riqueza de imagens do filme é algo memorável. É o macro do macro do macro, se é que você me entende. E conseguem entrar na intimidade dos pingüins e conservar suas espontaneidade (quer dizer, me pareceu espontâneo, apesar de os movimentos serem tão perfeitos a ponto de eu achar que os pingüins foram contratados). Se é que eu posso reclamar de algo, senti falta de dados “de documentário”, como quantos pingüins marcham para lá, quantos sobram, o que acontece com as fêmeas que ficam para titia e tal. Mas tudo bem. Só porque ele quis dar uma cara diferente e romântica ao filme. Não vai demorar muito para surgir na National Geographic um documentário sobre estes mesmos pingüins, ou até mesmo o making of do filme, que deve ser muito interessante…


4 Responses to “Keep walking”  

  1. 1 Marcelo Coelho

    Ae Cacho!!

    Senti um feminismo neste texto. Acho que foi influência da discussão by email que teve hoje aqui na agência.

    Aliás, “alguém que pira vendo peixes entrando e saindo de anêmonas”, tive uma premiere desta frase aqui ontem no carro..hehe

    O texto ficou bem bacana e seu blog tá cada dia melhor!!

    A foto é sua?

    beijão

  2. 2 MaWá

    Não, a foto não é minha… Os pinguins que fotografei não são dessa espécie, são pinguins de magalhães. Vou colocar uma foto deles por aqui.

  3. 3 ju

    Adorei o post, Marinex. Embora ache que não irei gostar, vou pagar para ver.

    Perguntas: pinguim é ave? o sr pinguim tem pipi?

  4. 4 Juno

    Esse filme é bom demais, mesmo.
    Eu também pirei na trilha sonora! Preciso muito achar pra comprar… ou baixar, o que seria mais provável! ;-) Beijos!

Leave a Reply



Social Bookmarking