Monthly archives: January 2006

Piada do dia

CD: Daslu SambaRock

Não consigo parar de rir. Tô até com dor. Tô imaginando as moçoilas de bico fino e muito samba no pé.

Poupança Bamerindus

Sim, eu estou velha. No momento em que me peguei pensando: “como essas crianças falam alto”, percebi o fato. Em primeiro lugar, por dizer o termo “criança”, o que inconscientemente já me distancia desse estado de espírito. Em segundo, porque nunca “falar alto” foi uma coisa que realmente me incomodasse. Mas vamos do começo. A noite começou com uma peça de teatro, muito agradável, com o Selton Melo. Agradável. Ponto. Humor-pseudo-maluco-nonsense, sem qualquer obrigação com a reflexão. Até porque a conclusão mais profunda a qual é possível chegar é de que o Selton Melo é gato. E só. Após a peça, fomos à velha e tradicional Vilaboim. A placa do “Pedaço de pizza” envolveu o rosnar do meu estômago. Era lá mesmo que iria saciar o meu desejo interior. Chegando lá, revivo uma cena. Quando tinha os meus 12, 13 anos, passava as noites no McDonald´s da Vilaboim. Qualquer um da minha idade, residente do bairro, já vivenciou isso. A turminha inteira, meninas arrumadas e meninos maloqueiros, que ainda não sabem o que fazer com as mãos. Casais que se afastam para fingir que beijaram, garrafas de cerveja divididas em 19 indivíduos, pais buscando os filhos por volta de meia-noite e meia. E a certeza de voltar para casa e ter vivido uma grande aventura, só com seus amigos, à noite, na rua. Fazendo barulho e irritando todos os outros ao redor, como eu.

Quem bate?

Dá para entrar? Dá, dá, vem aí. Olha só que legal, a casa é grande… E tem uns caixotes por aqui. Cuidado! Olha a pilastra. Pronto, chega aqui. Caraca, que maneiro.

Um sonhador. Um amante. Uma virgem maria. Um fechado. Um aberto. Um peruano. Uma paz e amor. Personagens que se encontram numa invasão de ex-privacidade. De casa abandonada. Querem passar a noite, antes que a noite passe por eles. Querem acima de tudo viver e – por que não – curtir a noite com seus novos amigos. Essa é a proposta de uma peça de teatro encenada por ex-alunos da CAL e dirigida por Gilberto Gawronski. Em meio a devaneios, toques, risadas, lamentações, tudo é permitido, o espaço não é de ninguém mesmo. Só deles. E daqueles que os acompanham, seja no telefone, no bar, na casa. Pode ser que seja num disco voador. Pode ser que seja em caixotes de madeira. Ou pode ser que seja esperando o leiteiro bater na porta.

Para ler uma reportagem sobre a peça, clique aqui.

Ctrl + qualquer coisa

Meu chefe é o cara dos atalhos. Enquanto eu estou lá, movimentando o mouse em direção ao “xizinho” (isso mesmo, “xizinho”) no canto da página, ele aparece e aperta umas coisas e pronto. Está feita a ação. No computador dele, é ainda pior. Quando fico por lá, que nem papagaio de pirata, tenho a sensação de que ele faz umas coisas mágicas, Ctrl + Alt + Enter + 9987 e o powerpoint fica azul. Impressionante… Esses dias, durante o almoço, eu ingenuamente fui abrir a minha Pepsi Twist Light, quando ele disse: vou te ensinar uma coisa, quando você gira o ganchinho para o lodo oposto e abre sei lá como, é bem mais fácil. Caraca, até para abrir uma latinha o cara tem atalhos. Sei que estamos na era da informação e tal, que tudo ficou mais rápido, que a Internet possibilitou o livre conteúdo, mas calma lá. Vamos curtir mais as coisas com seu devido tempo. Até abrir a Pepsi Twist Light tem seu tempo. Fico só imaginando a Pepsi com um tecladinho acoplado e a galera lá, apertando o Ctrl A para abrir, o Ctrl + F5 para recuperar o gás, o Ctrl Z para se arrepender e pedir uma Coca. Não sei quem é mais louco: ele de noiar com os atalhos ou eu de escrever sobre isso.

Rio você foi feito pra mim

Meu caso de amor… Impossível não gostar.

Ronaldinho que se cuide…

Mais um sensacional. O viral do viral…

O segredo do Ronaldinho desvendado pelo Monstro da Anuidade da Caixa.

Tirado do Brainstorm9.

Hay banda, hay orquestra

Sensacional a campanha da MTV. Para ver, basta clicar em Mierda

Bela idéia. Para quem quiser ver outras, também tem:

Rock´n´Roll

Reunión

Aproveitem! Dica da amiga Elisete Suzete.

Meus pingüins, pingüins deles

Só para deixar claro: a foto do post abaixo (Keep walking) é do próprio filme. Acima, os pingüins que tive o prazer de conhecer na Patagônia Argentina, em Punta Tombo, próximo a Puerto Madryn. Agora sim a foto é minha. E qualquer dia conto por aqui como foi vê-los tão de perto!

Keep walking

É claro que já fui ver “A Marcha dos Pingüins”. É inadmissível para alguém que pira vendo peixes entrando e saindo de anêmonas (na National Geographic) demorar muito para ver esse filme. Aliás, belo filme. Sabe aquela coisa que você vê e dá até uma certa inveja, uma coisa de “como eu queria ter feito isso”. Imagens deslumbrantes e uma trilha genial. Sim, alguns reclamaram do estilo de Emilie Simon e suas composições Bjorkianas, mas eu achei fantástico. Tenho que concordar que o filme não tem como ser agitadíssimo, mas a trilha caiu como uma luva e tirou o toque documentário que ele teria, mesmo sem agregá-lo um tom infantil (sabe como é, bichinhos bonitinhos e peludinhos e tal…). A história é linda e os pingüins são humanos em diversos aspectos. O primeiro deles é que, pelo menos através da visão romântica do filme, cada pingüim macho procura sua fêmea para ser feliz com ela e gerar o pingüinzinho. Desde já a sedução pelo par perfeito, pela tampa da panela. E a imagem jargão – dos pingüins quando abaixam a cabeça e é formado o desenho de um coração – induz ainda mais nosso repertório iconográfico a pensar em romance. Em segundo lugar, a existência de muito mais fêmeas do que machos lá no encontro de acasalamento (hummm, isso me lembra… uma balada?). Pois é, nem para as fêmeas pingüins isso é fácil. Em terceiro, o fato de os machos serem desajeitados, quando a fêmea precisa passar o ovo para ele aquecer e nem isso ele consegue fazer. Parece que ele passou a vida inteira vendo futebol na sala e é incapaz de fritar um ovo. Ou, nesse caso, cuidar do ovo. Enfim, semelhanças a parte, a riqueza de imagens do filme é algo memorável. É o macro do macro do macro, se é que você me entende. E conseguem entrar na intimidade dos pingüins e conservar suas espontaneidade (quer dizer, me pareceu espontâneo, apesar de os movimentos serem tão perfeitos a ponto de eu achar que os pingüins foram contratados). Se é que eu posso reclamar de algo, senti falta de dados “de documentário”, como quantos pingüins marcham para lá, quantos sobram, o que acontece com as fêmeas que ficam para titia e tal. Mas tudo bem. Só porque ele quis dar uma cara diferente e romântica ao filme. Não vai demorar muito para surgir na National Geographic um documentário sobre estes mesmos pingüins, ou até mesmo o making of do filme, que deve ser muito interessante…

Amo muito tudo isso

É por essas e outras que eu gosto dessa tal de publicidade…

Uma campanha para mulheres. O texto diz: While your man drinks beer, watches 22 men running after a ball, and yells at the referee, come to Switzerland and enjoy its natural beauties…

Ótima.