Monthly archives: November 2005

And the oscar goes to…


Saiu o resultado da votação da Cow Parade, no CCSP. A ganhadora é “Melma & Mooouise”, patrocinada pela Pirelli. As vaquinhas são realmente simpáticas. Só falta incluí-las no Calendário Pirelli. Seria, no mínimo, engraçado. Mas a que eu queria mesmo no meu quarto é a do Rodin, que tava lá na Vilaboim. E que será vendida em miniatura. Será que ficará disponível apenas para o mercado de luxo ou chegará a ser carne de vaca?

Hihihi. Desculpe, mas meu professor de Criatividade (?) disse que eu não deveria vetar as minhas idéias. Mesmo se elas forem ridículas.

Efeito mormaço ataca novamente

Por que a gente não aprende? Concordo que passar protetor com mormaço é brochante. Cadê o sol? Você tá vendo? Não? Nem eu. Portanto, não precisa de protetor solar. Esse raciocínio estúpido é típico daqueles que têm uma pele morena-jambo que nem eu…

Não preciso nem dizer quem sou eu na foto, né? (essa é a foto do dia seguinte, com o sol a pino e o Helioblock 65)

Apesar dos momentos ardidos, o fim de semana foi maravilhoso.

Praticamente uma gringa

Hoje nessa manhã chuvosa, inovei no quesito meio de transporte ao trabalho: fui de ônibus. Desde que tenho carro, há mais ou menos 3 anos, a minha experiência com ônibus é totalmente externa, com um certo ódio por eles fecharem meu carro e eu me sentir totalmente menor do que eles. Enfim, hoje fui de ônibus. A peripécia começou quando minha amiga liga e avisa que já tomou o ônibus (amarelo), dois pontos abaixo do que eu deveria estar se não estivesse atrasada. Dá-lhe correr que nem uma louca para não perder o ônibus e a amiga dentro dele. Corro, piso na poça, atravesso a rua, chuva na cabeça e chego no ponto. Enquanto tenho o meu momento sem ar e gotas no óculos, passa um ônibus amarelo. Do outro lado da rua. Desespero. Estou no lado certo? O ônibus sai. Minha cabeça funciona e – ufa! – estou do lado certo. Pego o ônibus, R$2,00, lotado, embaçado, mas beleza. Espírito esportivo. Desço na Brigadeiro, 10 conto no guarda-chuva do camelô (paulista de meia tigela que sai sem guarda-chuva…) e pego o próximo ônibus. Mais R$2,00. Pessoas molhadas entram e pessoas abafadas saem. Aquela velha sensação de estar próximo, muito próximo do outro. Seja lá quem for. Chego no trabalho, mais uma andadinha aqui, uma pocinha ali, um carro que espirra água. Tudo tão comum e ao mesmo tempo tão novo. Praticamente uma gringa fora de casa. Só faltou ouvir o motorista falando inglês.

Fazer da jaca a minha pantufa

Tá aí a idéia registrada. Se alguém fizer uma pantufa de jaca, eu compro. Pra enfiar o pé na jaca sem o menor medo de ser feliz.

Ser profissional

Aprendi que ser profissional é cuidar da coisa como se ela fosse sua. Como se você fosse o dono da empresa. Como se qualquer coisa que prejudicasse seu trabalho, também prejudicasse muito você. Amanhã você pode não estar mais envolvido com isso. Amanhã tudo pode ter acabado, o trabalho entregue e nada para fazer. Mas o que você fez foi agarrar o projeto com alma, ou mais poeticamente, se dar por inteiro.

A merda é que esse negócio de se dar por inteiro é sempre mais difícil… PGE enlouquece as pessoas.

PGE quase acabando

Aqui vai em primeira mão os agradecimentos do meu PGE:

Sempre acreditei numa teoria de que o problema de um louco é ter outro que o apóie. Teoria comprovada. Um grupo de 5 loucas, somado a uma orientadora que não foge ao padrão e a proposta de um museu. Um museu não… “o” museu. Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. E lá vamos nós com o PGE. Logo no início, a proposta de implementação do projeto. Apresentar no fim do ano resultados e não sugestões; interessante e tentador. Desafio aceito. Correrias, plano A, plano B, plano C, alguém pode fazer uma planilha de quantos planos tínhamos? Ao mesmo tempo, o projeto corria em seus moldes didáticos: história do museu, Chatô e Bardi em 1947, Lina Bo e as bolsas de óleo quente que eu adoro – mas na verdade nunca consegui imaginar como eram, serviços do museu, finanças (no meu caso, apenas contemplei os gráficos). Ufa! Material não faltou. Reuniões com personagens de Caras, donos de empresas e tudo mais. Parcerias fechadas aqui, problemas políticos ali e o ano se foi. Mas com a certeza de que as 5 loucas deram tudo de si para fazer um projeto que correspondesse ao nível de um museu como o MASP.

Agora a famosa parte de agradecimentos que provavelmente só eu vou gostar de ler. Caramba, é muita gente para agradecer. Ju, Manu, Dri, Marcel, Zinho, Sasá, Bib´s, Fê, Ellen, Tami, Paty e todos os outros que sentiram minha ausência, pelo suporte e compreensão da minha abdicação de vida social. Luis, Mau, Fran, Leo, Li Coelha, Caio Vinícius, todos artistas e profissionais talentosíssimos, pela ajuda com termos técnicos e idéias. Pessoal da Espalhe, Daniel, Gustavo, Vial, Cleber, Roberta, pela compreensão e especialmente para os que cederam momentos de brainstorm e sono: Fi, Rê, Coelho, Vi e Helena. Ká e Troupe, que entenderam a minha ausência e o meu esforço de continuar dançando quando eu pude. Pai e mãe da Patinha, por cederem a imobiliária e a máquina de café nos fins-de-semana. Lili, Malu, Mabe, Lau, Nani e Fê, por serem meu porto seguro e estarem sempre aí por mim. Renato, Matheus e PC, pela ajudas nos estúdios da ESPM. Eriqueta, pelas diagramações, ajudas, impressões e trilha sonora. Dri, pela paciência e revisão do projeto. Gui, pela diagramação e dicas de pdf, eps e etc. Papai, mamãe e irmão, por entenderem que eu sou perfeccionista sim e por me suportarem. E por fim, Patinha, Piti, Paulete e Su, por serem do meu grupo e fazerem deste um puta projeto.

Publicitários não comem criancinhas…


É nessas horas que ainda acredito que publicitários não são maus. E que podem fazer muita coisa útil para a sociedade.

Título: “More than 100 million children live on streets. And eat off it.”

Tirado do Brainstorm9. Grande Merigo!

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10.

Não quero mais fazer a porcaria do trabalho de conclusão da faculdade. Não aguento mais. Como diria um querido meu, desnecessário.

Sou incapaz de matar uma formiga. Mas, se eu topasse com o Murphy na minha frente, eu amarrava ele, colocava no vão do Masp e explodiria o museu em cima dele.

Como isso não vai acontecer, o máximo que posso fazer agora é comer um Cheddar McMelt, com batata média e 6 nuggets (com molho barbecue). Ah, e a Coca Light.

Ufa, desabafei.

O palco mostra muita coisa

Não tem jeito. Estar confortável é o que há. Sei que sou atraidíssima por novas experiências, mas confesso que o porto seguro de vez em quando é ótimo. As pessoas já te conhecem, já sabem o que você quer e o quanto te amam. Não há mais o que exibir, a não ser você mesmo. Aliás, você mesmo ao extremo. Até porque elas já sabem do que você é capaz (ou do que você foi capaz) e só querem estar ao seu lado. Pode ser chorando, rindo, bebendo, dançando, o que for. A única coisa que interessa é estar ao seu lado.