Cérebros chovendo!

Momento referências. O lance é absorver o máximo possível de qualquer coisa para depois transformá-la numa idéia genial. Pelo menos essa é a intenção. O brainstorm em si é uma liberação de tudo que já pode ter passado pela sua cabeça. Regra do jogo: não vetar. Ou, em outras palavras, ser criança. Uma criança é a materialização do brainstorm. Fala tudo sem qualquer julgamento de valor. Publicitários só não usam crianças nas reuniões de brainstorm por falta de repertório. Ah se elas tivessem! O que ia ter de agência chamando os pequenos para darem idéias… Chama as crianças de ONG, dá uma de bonzinho, tem ótimas idéias e economiza (claro, crianças de ONG acabam virando praticamente mão-de-obra escrava…) Nossa, a que ponto de raciocínio cheguei… Esse é o meu medo quando percebo que fui treinada para fazer brainstorms.

Esses dias, numa exposição, o monitor perguntou para as pessoas o que era uma determinada obra. O que para todos era um formigueiro, pra mim era uma simbolização de Hiroshima. Mais uma prova de que brainstorms podem levar à loucura. Ou não.

3 Comments

  1. Essa idéia de que brainstorms podem levar à loucura já quase me levou à loucura. As vezes minha cabeça entra numa linha espiral/hipertextual de raciocínio que se alguém de fora visse me internaria. Nunca olhei por essa perspectiva de “ser treinado para isso”. Eu jurava que era culpa dos filmes do Monty Python que vi na adolescência. Mas vou pensar nisso.

  2. Pois é, acho que somos treinados para ver o diferente. Por mais bizarro que isso possa parecer.

  3. Não sei, me bate o dilema de tostines nesse caso. Somos treinados para ver o diferente ou vemos o diferente e por isso resolvemos treinar? Acho que as duas opções são válidas, dependedo apenas da pessoa. Qual seu caso?

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