Monthly archives: October 2005

Exposição Mão na Massa – MASP

Foto: Auto-retrato, feita em Ushuaia, no dia 1 de janeiro de 2005

O que você gosta de fazer com a mão?

Coçar. Pegar. Escrever.Tocar. Sentir. Não interessa. Mostre-me do que é capaz.

Esse é o tema da exposição que está acontecendo na ESPM, que conta com duas artistas: yo, como fotógrafa e Lilian Coelho, artista plástica.

A Lilian é daquelas pessoas sensitivas ao extremo. Ela diz que a leveza do seu desenho vem do fato de fazer a figura inteira com uma linha só. Eu discordo. Essa “leveza” vem do talento e da sensibilidade que possui ao registrar sua concepção de mundo.

Estão todos convidadíssimos para ver a exposição, pano de fundo para o meu projeto de graduação da faculdade.

E quem quiser ver mais detalhes, é só entrar no moblog da Lilian e procurar as fotinhos da montagem da exposição.

Moscas e gelatina

Eu queria sair voando por aí. Feito mosca, que não tem casa. Na verdade não sei se moscas não têm casa, mas prefiro acreditar que não. É mais rebelde. Queria voar por aí. Morar numa cidade de gelatina, como a da foto. Tudo parece tão mole, tão distante da realidade dura e cinza dos prédios. E se você cair durante o vôo, vai cair numa gelatina. Nessa cidade o tombo não dói. Queria morar por aí. Cheio de cores e texturas. Em dias quentes, a cidade fica um pouco derretida. Tudo bem. As moscas passam muito tempo no ar mesmo. E eu vou voar feito mosca. Na cidade de gelatina.

Cidade de gelatina

Tudo é uma questão de expectativa

De la Guarda – Vi o espetáculo do grupo De La Guarda quando ele esteve em São Paulo, se não me falha a memória no ano passado. Confesso que foi abaixo das minhas expectativas. Gostei do começo do show, da proposta – todos de pé e muito próximos dos artistas – seriam somente eles a atração? Interessante. No começo, estávamos todos cobertos por um pano e, num jogo de contra-luz, podíamos vê-los voando por cima do pano e conseqüentemente por cima de nossas cabeças. A adrenalina de um possível tombo elevava a expectativa do espetáculo. O restante, porém, me lembrou um esquema circo. Está mais para o fascínio pelo bizarro do que a admiração de um trabalho artístico. Mais ou menos como a fórmula do circo. E confesso que algo que realmente me desencantou foi vê-los tocando instrumentos, numa confusão de beats sem propósito definido – por onde andará o 1 da música? Veja bem, se isso é feito com a intenção de ser feito, pode ser bom. Se é feito por incompetência, não é bom.

Enfim, hoje minhas expectativas foram elevadas. Recebi por indicação de um querido (Fi) o site Escucha la llamada . Muito interessante, layout, conceito, interação e todos os outros termos publicitários. Mesmo se você não tiver a oportunidade de ver o De La Guarda um dia, vale ver o site.

Adivinha-o-que-sexual?

Novo termo sendo utilizado: ubersexual. Segundo rápidas leituras em vários blogs, ele veio susbtituir o metrossexual, pois dá um ar mais macho à coisa. Metrossexual é meio… gay! Como assim?

Homens frouxos do meu país: por favor, chega de se importar com denominações! Você pode ser metrossexual e muito macho… O conteúdo é mais importante que o rótulo, vamos lá, né? Ou daqui a pouco teremos que fazer teste cego com homens. Eles vêm com sua etiqueta – metrossexual, ubersexual, supersexual, ex-sexual, bissexual (esqueci de algum? ah, o hetero!) – e a gente experimenta um por um para ver qual é a do cara. Se é macho ou não… Que nem cerveja! Dica: faça o Teste Cego

Saravá. Vão assistir “Queer Eye for the Straight Guy” sem medo de ser feliz.

Quem planta, colhe!


Acho que alguém da Publicis leu meu post anterior. Estão levando crianças para a agência. Deve ser um recrutamento para futuros brainstormers. Hihihi.

Cérebros chovendo!

Momento referências. O lance é absorver o máximo possível de qualquer coisa para depois transformá-la numa idéia genial. Pelo menos essa é a intenção. O brainstorm em si é uma liberação de tudo que já pode ter passado pela sua cabeça. Regra do jogo: não vetar. Ou, em outras palavras, ser criança. Uma criança é a materialização do brainstorm. Fala tudo sem qualquer julgamento de valor. Publicitários só não usam crianças nas reuniões de brainstorm por falta de repertório. Ah se elas tivessem! O que ia ter de agência chamando os pequenos para darem idéias… Chama as crianças de ONG, dá uma de bonzinho, tem ótimas idéias e economiza (claro, crianças de ONG acabam virando praticamente mão-de-obra escrava…) Nossa, a que ponto de raciocínio cheguei… Esse é o meu medo quando percebo que fui treinada para fazer brainstorms.

Esses dias, numa exposição, o monitor perguntou para as pessoas o que era uma determinada obra. O que para todos era um formigueiro, pra mim era uma simbolização de Hiroshima. Mais uma prova de que brainstorms podem levar à loucura. Ou não.

Livre-arbítrio: censura no banheiro

A partir do momento que a escova te diz como você escovou o dente, se está bom ou se está insuficiente, você perde totalmente a liberdade. Fala sério. A vida não é difícil. É a gente que complica ela.

Notícia tirada de www.adfreak.com

What distinguishes ads for Oral B’s Triumph from most other toothbrush commercials is probably the phrase on-board computer. Yes, the Triumph has a microchip in its brush heads that talks to a CPU, which sends messages to a digital display in the handle, which tells you (in any of 13 languages) just how well you’re brushing. The words on-board computer may seem jarring in a toothbrush ad, but just go ahead and read the press release. It’s full of phrases like “mouth quadrants,” “ergonomics” and “metallic accents,” and offers various insights into the user’s “brushing experience.” All of which has the effect of making the Triumph seem a lot like a foreign object—something you probably shouldn’t put in your mouth.

É que nem cuspir pra cima…


Adoro fatos jornalísticos engraçados. Em Estocolmo, um caçador sueco passou dois dias de cama depois de ser nocauteado por um ganso que caiu em sua cabeça, momentos depois de ser abatido a tiros. Em meio a tantas notícias de morte, furacão, terrorismo e corrupção, existe um indivíduo que caça gansos (!). Como assim? A única referência que tenho em meu repertório de alguém atirando em gansos é de desenho animado. E de repente o cara tá lá, ocupando o mesmo espaço que o Katrina e o Mick Jagger. Inacreditável. Ótimo para abstrair as mazelas da sociedade.

Impressão minha


Promessa para o novo ano. Fotografar muito. Registrar é preciso.

Sagrado X profano

Feliz 5766! Época do ano novo judaico… As dúvidas comuns daqueles que me cercam e não são judeus. Por que em outubro? Você vai à sinagoga? Por que comer doce? O que você faz no Natal? Ok, dúvidas facilmente resolvidas. Mas a mais complicada: você tem balada hoje?

A associação do ano novo com a balada, com a virada do ano em si é mais do que comum. Ano novo, reveillon, festa, bebida. Mas no ano novo judaico não. Ao menos para mim. Procuro repensar tudo, o que fiz (e o que não fiz também!) em busca de novas perspectivas. Talvez uma experiência pseudo-religiosa-terapêutica-e-auto-afirmativa. Vai saber. Mas é fato que não há essa associação à balada.

Há uma certa nostalgia infantil de voltarmos ao passado, quando para você a sua família ainda era muito legal. Depois de crescer, você percebe que a sua família é formada por seres humanos e não por monitores do Parque da Mônica. E que eles brigam, erram, pecam e fazem tudo que qualquer um faz. Mas você acaba relevando. Exatamente para manter o espírito renovador e saudosista da coisa. Para manter a pureza da comemoração.

Talvez essa seja uma concepção romântica, necessária para os dias de hoje, tão rápidos e seguidos. Saravá Baden Powell! É melhor ser alegre que ser triste. Desejo muita serenidade a todos. Acho que é disso que as pessoas estão precisando.

Shaná tová umetuká. Aleinu veal col a haolam.