Monthly archives: September 2005

Guarda-chuva e o seu sentido metafísico

Duas notícias tiradas de http://www.bbc.co.uk/portuguese

Primeira notícia:

Fotos mostram gorilas utilizando ferramentas na natureza

Pela primeira vez cientistas conseguiram observar gorilas usando ferramentas para tarefas simples na natureza.

Fotos de uma gorila nas florestas do Congo usando um pedaço de pau para testar a profundidade de uma poça d’água e para ajudá-la a atravessar pântanos foram divulgadas nesta semana por uma equipe de cientistas americanos e alemães.

A descoberta foi publicada na sexta-feira pelo jornal online PLoS Biology.

O chefe da equipe de pesquisadores, Thomas Breuer, disse que a descoberta deve ajudar no entendimento de como os humanos e outras espécies evoluíram.

A outra:

Sul-africano recebe prisão perpétua por jogar negro aos leões

Um sul-africano condenado pela morte de um homem cujos restos mortais foram encontrados em uma jaula de um leão foi sentenciado à prisão perpétua nesta sexta-feira.

O fazendeiro branco Mark Scott-Crossley e um empregado espancaram o antigo funcionário negro Nelson Chisale e o jogaram na jaula dos leões em janeiro de 2004.

O cúmplice de Scott-Crossley, Simon Mathebula, foi sentenciado a 15 anos de prisão.

Chisale, que havia sido demitido ao final de 2003, foi assassinado quando retornou à fazenda para buscar seus pertences.

E o pior é que chamamos isso de evolução… Quando eu digo que o mundo está louco, ninguém acredita. Não é porque você está na chuva que você tem que se molhar. Use um guarda-chuva. (obrigada, Má!)

Triste constatação

- Alô
- Oi Marina, tudo bem?
- Tudo, e você?
- Também
- Queria te ver essa semana
- Putz, essa semana tá complicada
- E na outra?
- Também
- Mas eu queria tanto te ver
- É, eu também queria me ver

Sem tempo para me ver. Prometo que em breve volto aqui. Período de resolução de causos.

112774710209070734

Nabaztag é um coelho de 23 cm de altura para ser colocado sobre a mesa. Conectado à internet através de tecnologia WiFi, avisa quando chega email – acende luzes de diversas cores, mexe as orelhas, fala ou canta. Também dá informação – tempo , trânsito, cotação da bolsa. Está a venda no varejo francês e custa 95 euros. (retirado do Bluebus)

Me lembrei agora daquele galo que indicava se ia chover ou não. Velhos tempos…

Fica a dúvida: será esse coelho um novo tamagochi? É preciso alimentá-lo para que ele informe as coisas para você?

Eu vou tentar interpretar

“Fale tudo o que acredita, não se convença
Minha verdade é sua mentira”
(Daniel Ayres, vocês ainda escutarão muito esse cara)

Talvez eu fale demais. Não consigo, é intrínseco ao meu ser exteriorizar o que estou pensando. Preciso de qualquer maneira dar os sórdidos detalhes das situações bizarras que me ocorrem. Bizarras porque sou pára-raio de maluco. Quer dizer, assim me chamaram e eu adotei. É a mais pura verdade. Já almocei com Jesus no Peru. Já fui picada por um escorpião na Paraíba. Já tive um outdoor meu publicado (ok, isso não tem nada a ver com o pára-raio de maluco, mas foi meu ego se manifestando). Já dormi na balada e acordei com uma pulseira VIP no pulso. Algum maluco se aproximou, colocou a pulseira e se foi. Impossível não querer contar todas essas coisas para alguém. Como eu poderia conviver com a idéia de que essas histórias ficariam apenas dentro de mim? Não consigo.

Será que é por isso que eu fiz um blog???

E não ter a vergonha de ser feliz

Tem coisas que realmente valem a pena. A iniciativa dos Doutores da Alegria é uma delas. E como se não bastasse o serviço que os caras fazem, agora eles ganharam uma representação na telona. Esse é o site, para os curiosos:

http://www.doutoresdaalegriaofilme.com.br

Irado. Preciso ver o filme. Na pré-estréia, como uma amiga aí me prometeu. Tô até planejando um projetinho com ela, semelhante ao deles. Alguém topa?

Momento Chico: homenagem

Eu fui fazer um samba em homenagem à nata da malandragem, que conheço de outros carnavais.
Eu fui à Lapa e perdi a viagem, que aquela tal malandragem não existe mais.
Agora já não é normal, o que dá de malandro regular profissional, malandro com o aparato de malandro oficial, malandro candidato a malandro federal, malandro com retrato na coluna social; malandro com contrato, com gravata e capital, que nunca se dá mal.
Mas o malandro para valer, não espalha, aposentou a navalha, tem mulher e filho e tralha e tal. Dizem as más línguas que ele até trabalha,
Mora lá longe chacoalha, no trem da central

As paredes têm ouvidos. E os outdoors, bocas!

Caramba, achei que propaganda poderia ser interativa, mas até certo ponto. Você algum dia imaginou que falaria com um outdoor? Pois é, isso existe. Pra quem quiser ver uma conversinha entre um “humano” e um “anúncio” da Ford, acesse o link http://adfab.typepad.com/adfab/files/FordMiracles.mov

Notícia tirada do www.brainstorm9.com.br

Valeu, Merigo!

Dúvida momentânea: e se o outdoor do Romanza também falasse ou emitisse sons? Ui.

Momento gay

Bicha não. Dona bicha.

Se fosse homem, seria drag.

O que os olhos não vêem…

Notícia do Estadão hoje: Exército de Israel decide enterrar sinagoga na Cisjordânia (http://www5.estadao.com.br/internacional/noticias/2005/set/19/84.htm)

Como assim? Após uma situação polêmica sobre a destruição ou não das sinagogas na Cisjordânia, decidem enterrar uma delas? O velho jargão entra em cena: o que os olhos não vêem, o coração não sente. Mas será essa mesma a melhor solução? Sinceramente, minha opinião ainda permanece em construção. Talvez essa seja a maneira de cobrir tudo com panos quentes. Mas que é esquisito, é…

No meio do caminho, uma bolha de sabão

Situações estranhas me intrigam. Lá estava eu, dirigindo pela caótica São Paulo, quando vejo bolhas de sabão pelo ar. De onde vinham? Não tenho a menor idéia. Eis que uma delas, que era uma daquelas bolhas duplas (sabe?), gentilmente pousa sobre o chão sem estourar. Exatamente na frente do meu carro. E agora? Não poderia atropelar aquele ser tão indefeso e símbolo da minha infância. Nem uma buzinadinha adiantaria, ela não iria sair dali. Desviei o carro para não passar com a roda em cima da bolha. Além de tudo, havia uma pessoa comigo no carro, o que aumentava a pressão. Passei o carro em baixíssima velocidade, para que a movimentação de ar não destruísse a bolha… Por fim, a esperança de ver a bolha lá, livre, leve e solta. Esperança inútil. A bolha não resistiu. Frustração.

Agora o momento moral da história: seria essa bolha o símbolo de muitos relacionamentos? Relacionamentos que, por causa do passado, você tenta proteger como se fosse algo sagrado. Algo que eternizasse tudo de bom que já aconteceu, mas que hoje em dia não acontece mais. Não assopro mais bolhas de sabão. Porém elas continuam no meu caminho.

Isso pode ser um ótimo sinal. Ou um sinal de que devo dormir mais. Entrópico e intrigante.