It is very hard to explain what I felt looking at it. A mix of emotion, adrenaline, is-this-true?, a little bit of cold and lots of excitement. Those images will, for sure, stay on my mind as my perfect little moment, just me and the northern lights reminding me that dreams are still alive. It is beatiful, it is nature, it is magic.
ilha dodô
18Jan12O dodô nos lembra de bebês fofinhos, felizes, dóceis (e cá pra nós, meio desengonçados), que precisam de cuidado e amor para crescerem e habitarem nosso mundo. Queremos os dodôs de volta de volta ao nosso planeta. E começaremos fazendo a nossa parte na Ilha Dodô!
É com essa proposta fofíssima que grandes amigos meus estão lançando uma nova linha de roupas, objetos, acessórios e brinquedos para crianças de 0 a 2 anos. A Ilha Dodô tem o objetivo de oferecer produtos bacanas, originais, coloridos e fofos. Sem aquela coisa de “menina veste rosa” e “menino veste azul” que, aliás, já deu, né?
Eu acredito que roupa precisa ser, antes de qualquer coisa, confortável. E que monocromia é coisa de gente que tem medo de errar. Portanto, nada mais justo do que deixar as crianças curtirem um universo colorido ao redor delas sem medo de ser feliz. Morando na Suécia, um país tão branco, é delicioso ver as crianças com aquelas roupas de astronautas, totalmente coloridas, brincando na neve.
Bom, o evento de lançamento será no dia 25 de janeiro, em São Paulo, na Casa Bartira. Infelizmente eu não estarei fisicamente lá, mas com certeza mandarei as melhores energias. Nessa data a loja virtual Ilha Dodô também entrará no ar! Um negócio bom e feito por pessoas incríveis como Zel, Fer e Paula só pode dar certo. Ah, o projeto contou também com a parceria geomagnética brilhante de Denize, Marcelo, Weno e Lunares. E é óbvio que, com tanta gente fina, elegante e sincera, eu também fiquei enchendo o saco e dando uns pitacos.
PS: já tô louca pra comprar na Ilha Dodô. Eu nem tenho filho, mas haja sobrinho. E babona do jeito que sou…
i just received a new name
17Jan12We’ve met this lady in Amsterdam, in a flea market. We were sharing a table with her and just had some lovely talking. At the end, when we were saying goodbye, she held my cold hand with her warm hand and I said:
“ow, i’m cold”
And then she replied:
“i’m lena, nice to meet you”
Since that day, my other name might be Cold.
would you share your books with me?
16Jan12O Weno tem uma teoria de que um casamento só se concretiza quando o casal resolve unir suas bibliotecas. De qualquer jeito, imagino como seria fazer uma limpeza dessas:
Vídeo fofo via @fabianesecches
swedish museums
16Jan12I’m in love with the way swedish museums present themselves to the public. Everything is so beautiful are carefully designed that you can get interested by anything here, even the things you don’t originally like. I went to the Nobel Prize Museum – just because my swedish teacher asked me to – and it was amazing. They just built it like an interactive and funny way of explaining all this science history. And they often have special exhibits about an especific theme, what makes you come back to the museum more often. Instead of just writing about the atoms discovery, they built a big design peace lovelly colour-coordinated with the rest of the design’s exhibition. Pretty simple, but other museums just don’t do this. I know money can always be the problem, but I think you can achieve it with low cost alternatives.
o dia em que eu não chorei
15Jan12O complexo Auschwitz-Birkenau foi criado como a solução para o problema judaico da Europa. Somente lá, mais de um milhão de judeus viraram cinzas no sistema de extermínio em massa. É um dos poucos campos que ainda existem pois não foram totalmente destruídos pelos nazistas, ao perceberem que haviam perdido a guerra.
Em Auschwitz I, é possível ver toda a história do campo. Os restos de cabelo, de talit, de óculos. Fotos das experiências desumanas que Menguele fez com várias crianças. Uniforme dos prisioneiros, buraco que servia de banheiro, estábulo no qual dormiam. O sadismo detalhado de cada processo é aos poucos explicado. Havia uma orquestra que tocava no início e no fim do trabalho, para que os prisioneiros andassem em ritmo e facilitassem a contagem. Além disso, a orquestra servia para entreter as famílias dos oficiais nazistas quando elas visitavam o local. Aí eu fico imaginando uma mãe dizendo ao filho: “oba, hoje vamos visitar o papai no local de trabalho dele, tem até música!”
Ao chegar no campo, mesmo já tendo tido contato com todas as fotos e vídeos possíveis, uma ficha grande caiu. A maior – e talvez mais pesada – questão que ronda a mecânica nazista é a dissolução da dignidade do ser humano. Dissolução que destruiu laços familiares, valores e até mesmo o sagrado dentro de cada um dos judeus. Tudo isso deixou de fazer parte daqueles seres que, de humanos, nada mais tinham.
Incrivelmente, nesse dia, eu não chorei. Quem me conhece sabe que eu sou capaz de chorar por qualquer coisa. Qualquer coisa mesmo. Mas, no campo, nenhuma lágrima minha era digna daquilo que eu estava vendo, de tão chocante que era.
Somente um tempo depois de sair de lá eu consegui processar alguma coisa e desenvolver em lágrimas um pouco daquela amargura.
No entanto, sou obrigada a me corrigir quando disse que não restou nada naquelas pessoas. Restou-lhes o conhecimento. O mesmo que continuamos passando dia-a-dia para que um horror como esse jamais volte a acontecer.
garçom, me vê um grande amor?
17Dec11Na mostra de cinema de Estocolmo eu vi um filme que me deixou encucada. Matchmaking Mayor foi filmado em Zemplinska Hamre, uma vila mínima localizada na Eslovaquia. Ao ver que o povo tinha cada vez menos habilidades sociais para conhecer alguém e, consequentemente, reproduzir e salvar a vila da extinção, o prefeito resolve promover um baile. Detalhe: esse filme é um documentário de algo que realmente aconteceu. O filme é hilário e mostra aquele tipo de situação que todos nós já vivemos, o frio na barriga, o medo de não ser aceito, a felicidade de ver que a pessoa está correspondendo a algo, essas coisas de amor. O que é muito louco é que você vê um monte de adulto brincando de casamento chinês (ok, aqui está denunciada a minha idade, quem lembra dessa brincadeira?).
Lembro da primeira – e acho que única – vez que consegui conversar com suecos sobre amor. Saí com duas meninas suecas e fomos beber uma cerveja. Aliás, as duas estavam bebendo cerveja e eu, uma cidra. Papo vai, papo vem, fui ao banheiro. Quando voltei, as duas estavam lá, meio envergonhadas. “Estamos falando de amor”, disse uma delas. E a minha reação foi até engraçada: “oba, adoro falar de amor!”. Logo em seguida, elas me perguntaram porque eu bebia tão devagar. Tipo, oi? O que o álcool tem a ver com o amor? “Aqui na Suécia, tem bastante a ver”. Imediatamente o filme do prefeito casamenteiro me veio a cabeça.
- Como são os encontros aqui? Como vocês conhecem as pessoas?
- Você sai com alguém pra beber.
- Mas tem que ter bebida no meio?
- Sim, caso contrário não vai ter papo. Uma vez eu conheci um cara numa discoteca. Combinamos de nos ver no dia seguinte e, quando eu o chamei para um café, ele recusou. Disse que só sairia comigo se fosse a algum lugar que vendesse álcool.
- …
A conversa foi indo, as cervejas também. Eu continuei lá na minha única cidra, falando de amor com aquelas duas suecas, relembrando qualquer uma de minhas conversas com minhas amigas no Brasil. Podia ver o rosto de minhas melhores amigas nelas, falando de seus encontros e desencontros. A essência da conversa era a mesma, os problemas também. As soluções não.
Todo mundo quer um grande amor. Só falta entender o que é realmente necessário para chegar até ele.
PS: “amor” é a quinta palavra mais procurada no Google sueco, nas opções de busca com a expressão “o que é …”







