Roubei da coluna do DS.
qual o seu melhor?
25Aug10Difícil definir o que é um momento. Mais difícil ainda escolher os melhores. Aqueles que você guardaria no armário do quarto, sabe?
Moments from Everynone on Vimeo.
Mais lindezas no Everynone. Dica da Tati Avila.
ben l’oncle soul
23Aug10Dica adorável do Zannin no A Day in The Life.
BEN L’ONCLE SOUL -SOULMAN- (Official Music Video) from // Videodrome on Vimeo.
Que a segunda-feira de vocês tenha essa trilha.
me ame, tender
19Aug10Era uma vez um quarto de hospital que tocava um daqueles CD’s que fazem música de adulto na versão bebê. E tava tocando Love me tender instrumental para bebês.
Daí que o Frederico começou a cantar a música em português, com tradução livre. E nessa tradução ele era apaixonado por um tender. Sim, aquele bichinho que a gente come. No meio da música, o tender foi personificado por Brigitte, nossa galinha de borracha.
Foi uma cena linda e doce. E hoje eu não consigo mais ouvir essa música sem lembrar dessa cena.
Desenho de Fernando Weno e post inspirado por minha sósia muito fofa @mariagranola
charuto de uva
08Aug10Eis que, após uma sugestão da Dadivosa, resolvi fazer uma aula de culinária na gringa, mais precisamente em Istambul. Para comprovar meus dotes culinários e não ficar só no papinho, fiz hoje a receita de charutinho de uva que aprendi lá. Modéstia a parte, o público atacou os pobrezinhos pareceu bem satisfeito aqui em casa. Vamos aos detalhes:
Ingredientes
25 a 30 folhas de uva
Recheio:
- 350g carne de cordeiro moída
- 2 cebolas
- 120g de arroz
- 1/2 xícara de molho de tomate
- 1 cc azeite de oliva
- Dill
- Hortelã
- Pimenta vermelha seca
- Açúcar, sal e pimenta do reino
Caldo:
- 1/2 xícara de molho de tomate
- 150ml de água
- 1 limão siciliano
- 2 cc azeite de oliva
Como fazer
Coloque as folhas de uva lavadas em água fervente. Quando a folha amolecer um pouco e ficar com a cor acima, tire da água e reserve. Mistures todos os ingredientes do recheio, sendo que a cebola deve ser processada. Nessa vez que eu fiz, eu esqueci de processar e coloquei apenas picada. Não ficou ruim, mas acho que do outro jeito é mais suave e mais fácil de enrolar o charutinho depois.
Prepare um lugar na cozinha para dar início à manufatura do charuto Em primeiro lugar, separe folha por folha da uva e corte o cabinho. É pequeno, mas faz toda a diferença na hora de enrolar. Feito isso, coloque a folha com as ranhuras para cima, para que a parte brilhante fique para fora e deixe o prato mais bonito. Coloque uma linha de recheio, dobre as laterais para dentro e enrole apertando o conteúdo.
Desde já deixe os charutinhos bem próximos uns dos outros, para evitar que a folha solte ou qualquer coisa do gênero. Disponha numa panela legumes cortados e temperinhos (usei abobrinha, cebola e alho), formando uma “caminha” para os charutos. Em seguida, faça uma camada de folhas de uva soltas e, por cima, coloque os charutinhos bem apertados. Cubra com mais uma camada de folhas de uva, disponha rodelas do limão siciliano e dill e, por cima disso tudo, jogue o caldo.
Para que os charutinhos não bóiem durante o cozimento, a dica é colocar pratos por cima.
Cozinhe por uns 40 a 50 minutos, com tampa, em fogo médio. Na verdade, eu sou meio avessa a quantidades e tempos pré-estabelecidos, mas o importante é que o caldo não seque. Se ele secar ou ficar abaixo do nível dos charutos, eles demorarão mais para cozinhar, além de ficarem ligeiramente secos.
A sugestão turca era servir os charutinhos com coalhada seca, mas o povo aqui em casa foi tão rápido no gatilho que eu até esqueci de pegar a coalhada na geladeira. É, coalhada, perrrdeu praybói. Vai ter que ficar pra próxima.
por que você quer aprender francês?
04Aug10A professora me perguntou e era algo que eu vinha pensando esses dias. Acho que o francês começa a fazer sentido na sua vida a partir de certo momento. As coisas tomam um rumo e, sem mais nem menos, au revoir! Primeiro, eu estudei uma linha específica de semiótica, cuja base é francesa. A maioria dos textos e livros que eu tinha que ler eram em francês. Só esse fato já me deixava bem preocupada. Eu até sei que português e francês têm o mesmo berço, o que facilita o entendimento da língua estranha. Mas o problema era o texto ser sobre semiótica, algo que eu nem entendia bem em português. Resultado: eu sempre ficava com a tarefa de traduzir e explicar os textos em inglês. Em segundo lugar, eu mergulhei no universo do clown que, por sua vez, sempre teve intimidades com os franceses. Claro, não foi apenas na França que a linguagem do clown evoluiu, mas a presença por lá é muito acentuada. Em terceiro, eu me apaixonei. E Paris é uma bela cidade para ser vivida a dois. E um lugar que só faz sentido para alguém que já se apaixonou alguma vez na vida. Em quarto lugar, um dos meus restaurantes preferidos é um bistrô. E lá sempre toca música francesa e eu adoro me envolver naquele clima. E em quinto lugar, porém não menos importante: eu tenho a meta de bater o nível do meu avô, que falava nove línguas.
Por todos os motivos acima, eu elegi o francês como a quarta língua da minha lista.
barulhinho no carro
14Jul10Daí que lá estava eu no mecânico por conta de um barulhinho no carro. Barulhinho no carro deve ser um dos jobs mais odiados pelos mecânicos, porque, sendo um barulhINHO, ele deve ser mais difícil de ser identificado. E, obviamente com a ajuda de Murphy, na hora que eu cheguei lá o barulhinho não queria se pronunciar, enquanto você tem que fazer cara de boa moça para não perder a credibilidade.
- Juro que ele está fazendo esse barulhinho, moço.
- E como é o barulhinho, é como se fosse de água?
- Não, parece um grilo.
- Ah, então é como se fosse um assobio.
Fiquei confusa. Os grilos por acaso assobiam? Que eu saiba não. Aí comecei a pensar em algum outro tipo de animal que fizesse um barulho semelhante. Nada. As cigarras fazem um barulho com “s”, os sapos fazem um barulho esquisito que sai da garganta. Cobra faz outro tipo de som. E aquelas aulas todas da escola começaram a vir à minha cabeça, como se eu fosse obrigada a lembrar dos verbos corretos para os sons dos bichos. Aquele lance de coachar, gralhar e tal. Resolvi mudar a referência.
- Moço, sabe quando tem aquelas cenas de laboratório de cientista maluco? Aí a câmera foca num vidrinho com uma água borbulhando?
- Sei, disse ele me olhando com uma cara incrédula.
- Pois é, o barulho também lembra isso.
- …
Ele então resolveu mudar de tática. Me perguntou se o barulho sumia quando estava chovendo. Se o barulho era mais intenso quando eu enchia o tanque com álcool. Se o barulho aumentava na primeira marcha ou na quarta. Eu, mais uma vez, era incapaz de responder as questões com um grau mínimo de precisão. Cheguei a fazer cara de muita certeza ao responder, mas não sei se ele acreditou. A única conclusão que eu cheguei é que eu deveria assistir mais CSI para aumentar meu potencial investigativo de observação.
Mexe aqui, cutuca ali, coloca uma fita isolante ali e pronto, meu carro estava liberado. Não tenho a menor idéia se o barulhinho de grilo vai voltar, porque parece que ele foi levado pela última chuva (descanse em paz, pequeno grilo). Mas eu fiquei besta com os outros barulhos que o moço tirou do meu carro: um de borracha no volante quero-meu-WD40 e um outro no porta mala que parecia com um pica pau. Ou seria um sabiá?











