amor

16May08

Ela sempre pensou em desenhar o futuro. Vestia sua dupla infalível calça-jeans-camisete-rosa e saía pra rua em busca de uma nova amizade. Podia ser qualquer um, do padeiro à mulher da zona azul, desde que lhe ensinasse um novo conceito de amor. Queria juntar o máximo de idéias de amor, quem sabe assim um dia ela poderia senti-lo. Tinha gente que ria envergonhado, sem sentir-se apto a definir o amor. Mas tinha gente que, ao ouvir a pergunta, fazia brilhar os próprios olhos com as lembranças infinitas. Quem nunca amou que atire a primeira pedra. Ou pare de atirar pedras nos outros, talvez esse seja um jeito de conhecer o amor. E seguia todos os dias no céu azul que ela mesma selecionava nas cores da papelaria. Em busca do amor desenhado, ela descobriu que, para adentrá-lo, primeiro teria que sair de si mesma.

Texto inspirado no trabalho de Samantha Capatti, que eu conheci hoje mesmo e me deu uma inevitável vontade de escrever. O primeiro trabalho está aqui e o segundo, aqui.

palhaços mudos

16May08

A montagem de A noite dos palhaços mudos, HQ de Laerte, está lindíssima. Com a Cia La Mínima, conseguiu transpor a imobilidade de uma história em quadrinhos para a movimentação singela de dois - ou seriam três? - palhaços num palco. Precisão nos gestos, luzes bem pensadas inventando espaços e tempo, sacadas boas de tradução da proposta do Laerte.

Fora tudo isso, o encontro agradável de várias taças de vinho nas mesinhas do Parlapatões. Aliás, ontem alguma estrela colidiu com um planeta vermelho e fez com que todos os palhaços de São Paulo estivessem lá. TODOS mesmo. Fiquei pensando que, se caísse uma bomba, o circo paulista entraria numa nova era: só trapezistas no picadeiro, já que uma nova geração de narizes teria que ser formada.

E se você quer conhecer a HQ antes de ver a peça, é só clicar aqui e ir seguindo.

mais lomo

14May08

Via Kazi e sua turma. Mais conhecidos como colmeia.

Reparem na minha participação na vinheta/passagem entre cenas.

vacilão

14May08

Eu tenho uma birra infundada com o Seu Jorge. Sei lá o motivo, é birra mesmo. Mas comecei a ouvir uma música nas rádios e não conseguia ‘não gostar’. O suíngue era bom demais. Só não sabia quem era a moça que cantava com ele.

Assim que descobri, tudo estava explicado. O duo é com a ótima Badi Assad. Viciei.

Badi Assad e Seu Jorge - Vacilão

Quando você acha que fez a coisa mais errada do mundo lesando na entrada da marginal e caindo na ponte de lsd, você vê que tem gente fazendo coisa muito pior (e chegando muito mais atrasado no trabalho do que você).

Ah, foi minha primeira vez na tal da ponte. Só faltou a tocar a música Lucy in the skies with diamonds pra eu me sentir dentro do filme Wood & Stock: Sexo, orégano e rock´n´roll.

Só assim pra eu ter gosto pela cozinha mesmo.

Admito: em termos de comida, ainda estou na fase ‘ovo frito sem casca: a missão’.

É esse cara que tem diploma e por isso merece cela especial?

Quando eles vão para o linchamento a cadeia de vez?

Vídeo do Rafinha, visto no Update, indicado por Daniel.

tap session

09May08

Muito bacana o trabalho de Leela Petronio, misturando sapateado, hip hop e percussão. Pra quem for mega-apaixonado que nem eu, vale ver ainda a jam dela que envolveu o Barbatuques, lá na França.

Quando eu crescer, eu quero ser que nem ela.

Rafael me perguntou lá nos comentários se as fotos que enviei para a exposição são inéditas: não! Todas estão no meu flickr, mas a sensação de vê-las no esquema lomowall - uma espécie de mosaico - é muito bacana.

Para quem não pode ir lá na Coletivo Galeria, segue uma palhinha. Para quem pode ir, tá esperando o quê?